O movimento LGBT em nível mundial começa a nascer na década de 60. Com a nova cultura pop é o protagonismo da juventude que começou nos anos 50; e a sua politização e organizaço. 

Em 1964, o Brasil sofre um golpe Militar e passa a viver uma ditadura civil-militar; os movimentos, principalmente do campo da esquetda e progressista são fatalmente atingidos. Esse novo regime criminaliza entidades como a UNE – União Nacional dos Estudantes, tomando sua sede; implanta a política bipartidária, excluindo vários partidos seja da esquerda ou direita; com o Ato Institucional 5 (AI-5) nasce as torturas, exílios, desaparecimentos e mortes autorados pelo regime; e nascem alguns movimentos armados como a Guerrilha do Araguaia, que busca a resistência da ditadura.

Neste momento, a sociedade passa a se reorganizar perante os retrocessos, e a cultura pop internacional ajuda na afirmação do movimento. A LGBTfobia institucionalizada era predominante, inclusive LGBTs eram presos diariamente, por infringir maneiras da moral e bons costumes. As homossexualidades, como eram chamadas as pessoas ALGBPDTI (Assexuais, Lésbicas, Gays, Bissexuais, Pansexuais, Demissexuais, Trabestis, Transexuais, Transgêneros e Intersexuais), eram perseguidas pela polícia, juntamente com as prostitutas e muitas vezes torturadas, juntamente com outras classes como militantes oponentes à ditadura.

Controversamente, espaços para a socialização LGBT nasciam e se aumentavam em grandes centros, gracas à cultura internacional e o “milagre econômico”, segundo o jurista Renan Quinalha, num debate sobre a ditadura e as homossexualidades na Livraria da Villa em São Paulo, (link do vídeo estará disponível em baixo). O jornão Lampião da Esquina era um jornal de mídia alternativa, onde se falavam sobre organização política e social da resistência e a comunidades LGBT, vários de seus jornalistas foram presos e perseguidos.

O movimento começa a tomar corpo com a criação do Grupo Somos – Grupo de Afirmação Homossexual, em 1978. Um de seus fundadores, James Green, historiador e militante LGBT. O grupo durou uns três anos, mas foi reconhecido pela sua luta à visibilidade LGBT no país. Esse atraso entre os anos 60 e fim dos 70 se dá principalmente pela ditadura e pela cultura machista e homofóbica, que existiu sempre no Brasil. Com a ditadura e a censura, pouco se entrava ou reproduzia de informação relevante para movimentações, então era difícil a criação do movimrnto. O Somos era formado por artistas, estudantes e intelectuais da época e buscava trazer diálogo e visibilidade LGBT na cidade de São Paulo. No dia 13 de junho de 1980 a entidade organizou uma marcha contra a violência à população homossexual (LGBT), a primeira parada do Orgulho LGBT e em 1983 um grupo de lésbicas, que frequentavam um bar chamado Ferro’s Bar; onde o dono passou a não gostar que elas frequentassem, pois seu bar ficaria “tachado como um bar gay”, expulsando-as, dias depois elas ocuparam o bar, lendo um manifesto que para dar à elas o respeito de serem recepcionadas num lugar público, perante o dono, os fregueses e a polícia; e elas conseguiram seu espaço.

Em 1980 nasce o Partido dos Trabalhadores e alguns militantes ingressam nesse partido; a esquerda, ainda machista, procura diálogo com os movimentos e inicia uma discussão dentro do grupo Somos. Esse diálogo iniciado, começa a ter eficácia e num dia de paralização convocada pelos sinficatos, o Grupo Somos se úne e marcham com os trabalhadores, em defesa dos Trabalhadores e Homossexuais. Paralelamente, neste período outros grupos, ONGs e coletivos começam a se formar e em 1979, axontece o Primeiro Encontro da Comunidade  LGBT militante, onde vários grupos começam a discutir visibilidade e políticas à comunidade.  1995 nasce a ABGLT Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), entidade que filiam apenas entidades LGBTs no Brasil todo e procura diálogo para a militância. Em junho de 1999 acontece a I Parada do Orgulho Gay de Florianópolis e a militância se inicia em Santa Catarina.
O Grupo Somos foi se desintegrando por várias questões é o jornal Lampião da Esquina fechou. Em 2014, houve uma audiência pública com a Comissão Nacional da Verdade, responsável pela investogação dos crimes contra os Direitos Humanos da ditadura, em relação às violência à comunidade LGBT. Ao longo dos anos entidades como a UNE, UBES, ANPG, UJS, UJC, UJA, Levante Popular da Juventude, PSOL, PCdoB, PT, PDT, PCB, PSD, PSTU, ADEH, MST, MTST, Frente Brasil Popular, entre outras, criaram secretarias ou frentes de discussão LGBT que trabalham com coletivos e ONGs LGBTs no país.
Fontes:

MERLINO, Tatiana. O AI-5 atrasou por anos o movimento gay no Brasil. Disponível em <http://www.cartacapital.com.br/sociedade/o-ai-5-atrasou-por-anos-o-movimento-gay-no-brasil-5222.html&gt;. Acessado em 13.nov.2016
POLÍTICO, Pragmatismo (Org.). A caça aos homossexuais e travestis na ditadura militar. Disponível em <https://www.google.com.br/amp/www.pragmatismopolitico.com.br/2015/04/a-caca-aos-homossexuais-e-travestis-na-ditadura-militar.html/amp?client=ms-android-asus&gt;. Acessado em 13.nov.2016
ONLINE, Folha (Org.). Bar das lésbicas entra na história. Disponível em <http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/urbanidade/gd260603.htm#subir&gt;. Acessado em 13.nov.2016
DITADURA, Memórias da (Org.). LGBT. Disponível em <http://memoriasdaditadura.org.br/lgbt/&gt;. Acessado em 13.nov.2016
DUNKER, Christian; QUINALHA, Renan. Ditadura e homossexualidades. Disponível em <https://youtu.be/4Eofsk_C6sc&gt;. Acessado em 13.nov.2016
QUEIROZ, Igor H. L. de. A Capital Gay do Brasil: política, turismo, economia e construção de imagens acerca de Florianópolis – SC através das páginas jornalísticas (1999 – 2006). Revista Santa Catarina em História, Florianópolis, v. 8, n. 2, 2014.

Anúncios